Internação Psiquiátrica

O tratamento psiquiátrico tem sua base no diálogo. O médico conversa com o paciente, faz perguntas para tentar diagnosticar e tratar quaisquer que sejam os distúrbios que existam. As consultas são feitas em ambulatórios e em alguns casos utilizam-se medicamentos para auxiliar no tratamento.

Existem casos em que o paciente possui um quadro psiquiátrico extremamente crítico, que não responde aos tratamentos convencionais. Nessas situações, é necessária a Internação Psiquiátrica em um hospital. Lá é realizado um tratamento mais intenso, com maior acompanhamento dos médicos. A alternativa da internação só é utilizada quando o paciente não responde a nenhum outro tipo de tratamento e acaba se tornando uma ameaça tanto para si quanto para outras pessoas.

A internação psiquiátrica pode ser voluntária, involuntária ou compulsória. A internação voluntária é aquela em que o próprio paciente reconhece seu estado e sua necessidade de ajuda e concorda com a internação. Já na involuntária, a internação ocorre por meio da indicação de terceiros, como parentes e amigos, que julgam que o paciente necessita de um acompanhamento mais direto. Nesses casos, o paciente não está consciente dos seus problemas.

O terceiro tipo é a internação psiquiátrica compulsória, em que o paciente é hospitalizado por ordem da Justiça que, a partir de uma determinada situação, o avalia como um perigo para outras pessoas e para si mesmo.

Existem diversos fatores que podem levar à internação de um paciente com distúrbios psiquiátricos. O principal deles é o risco ou tentativa de suicídio, sintoma comum entre pessoas que sofrem com depressão, pois apresentam perda de valor pessoal e sentimentos de culpa e isolamento.

O Dr. Abelardo Ciulla esclarece em entrevista que a internação psiquiátrica não deve ser entendida como algo diferente de uma internação clínica ou cirúrgica.


Pacientes com transtorno psicótico também podem apresentar essas características, bem como se mostrar impulsivos e desconfiados. Eles podem ouvir vozes que os dão ordens para machucar outras pessoas ou a si mesmos.

A tentativa de suicídio também pode ocorrer sem estar vinculada a um distúrbio. Pode ser causada por acontecimentos traumáticos, como amputação de um membro ou psicose pós-parto, além de alcoolismo e abuso de substâncias.

Em casos em que a tentativa de suicídio já se concretizou, o atendimento médico para internação psiquiátrica deve ser imediato. Caso haja lesões físicas decorrentes da tentativa, elas devem ser tratadas primeiramente. Em um segundo momento, devem ser analisados os motivos que levaram o paciente a tentar tirar a sua própria vida. A internação se faz necessária quando a pessoa não demonstra nenhum tipo de arrependimento ou abalo em relação a tentativa de suicídio. É importante que haja um acompanhamento pois uma vez que a primeira tentativa já tenha se concretizado, as chances de que isso ocorra novamente aumentam.

A internação psiquiátrica em um hospital psiquiátrico não só protege o paciente de si mesmo e dos danos que pode causar à sua integridade, mas também impede que ele seja uma ameaça a outras pessoas. É necessário fazer com que o paciente esteja ciente da sua situação e das consequências de seus atos, diminuindo sua agressividade.

Pacientes extremamente agressivos podem requerer o uso da força para que sejam contidos. Isso ocorre principalmente entre aqueles que sofrem com o transtorno psicótico, já que usam essa agressividade como um escudo contra os outros sintomas da doença.

Atendimento a Domicílio

Em situações de emergência pode haver uma ameaça iminente à vida, sofrimento agudo ou risco de lesão permanente, em que torna-se necessário o tratamento médico a domicílio e imediato de forma a evitar sofrimento e complicações.

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